segunda-feira, 27 de abril de 2015

1 chance em 20

Sorte é a mãe de todos os herois!

A mais pura verdade não concorda aventureiro?

domingo, 5 de abril de 2015

Novo Livro Para “Vampiro: A Máscara – 20 Anos” Entra Em Financiamento

O mês de Abril se inicia com um financiamento coletivo que agradará em cheio os fãs de Vampiro – A Máscara. A editora Onyx Path, que atualmente detêm os direitos de publicação de um dos rpgs mais jogados no mundo, expande os conceitos vistos na edição comemorativa de 20 Anos de Vampiro e anuncia Lore of the Clans, uma edição de luxo focada em detalhar as histórias dos clãs vampíricos e suas interligações.

V20 Lore of the Clans é uma edição luxuosa, totalmente colorida, com capa ilustrada por Tim Bradstreet, e previsão de mais de 280 páginas (se este financiamento seguir o sucesso de Dark Eras, é possível que passe das 600 páginas). Além da cópia impressa, versões digitais e on-demand são previstas.

Em Lore of the Clans, os mestres e jogadores poderão aprofundar o conhecimento sobre cada um dos clãs de vampiros, desde os primeiros sussurros de tensão dentro dos Assamitas, até o caminho de conspirações antigas dos Ventrue. Há também novas Disciplinas, Méritos e Defeitos, e outros mecanismos para melhorar os personagens, ambos convertidos a partir de material clássico e elementos novos criados para este livro, como aconteceu com a edição de 20 Anos de Vampiro.

Para chamar a atenção, os editores postaram uma frase polêmica no site do projeto:
"The first of the Lasombra was Caine. Yes, that Caine. You think it arrogant we trace our lineage to the first of us? How can you doubt it?”.
Caim teria sido um Lasombra? E como isso muda toda a História Vampírica? Que novidade é essa e que cai como uma bomba na comunidade vampírica?

A meta inicial para a publicação do livro é 50 mil dólares e, em um dia e meio de início do financiamento, mais de 70% deste valor foi obtido! Com mais de 10 livros lançados desta forma, a editora Onyx Path começou a inovar e estabelecer metas curiosas para a inclusão de itens e capítulos extras. Cada um dos clãs previstos para Lore of the Clans terá três tipos de “Conquistas” diferentes, que podem ser o envio de 10 selfies de pessoas segurando um crânio (primeira meta dos Giovanni); 10 selfies de pessoas segurando tampas de bueiro ou esgoto (primeira meta dos Nosferatu); ou metas globais, como o envio de 25 fotos de pessoas segundo um livro de Vampiro – A Máscara que estejam fora dos Estados Unidos; ou 13 fotos de pessoas doando sangue.

Apesar do dólar nas alturas, os fãs de V20 não devem ficar intimidados em participar deste financiamento. Um pledge interessante é o “Clan Loyalist”, onde, por 55 dólares, o contribuinte recebe uma cópia de luxo impressa de Lore of the Clan; uma versão em PDF; um desconto na edição Print on Demand; um descanso de tela com uma imagem do livro; e o nome listado entre os colaboradores do lançamento. O envio para o Brasil é cobrado a parte (e deve ficar em 20 dólares). A previsão de entrega do material é março de 2016.

Para saber mais sobre este belíssimo lançamento da Onyx Path, basta clicar AQUI.  Infelizmente, mais uma vez, não temos previsão de lançamento deste material em solo brasileiro, ja que a Devir, editora que detém os direitos de lançamentos dos livros no Brasil há muito tempo parece ter abandonado toda a linha, preferindo se concentrar atualmente em lançamentos de board, card e dice games. Nada contra esses jogos, os quais nós jogadores adoramos, mas tá faltando RPG.

Algumas imagens do Livro:





 

E pra deixar com mais interesse ainda vou deixar a capa do livro para os curiosos de plantão, vamos ajudar pessoal é um livro completamente excelente, uma verdadeira obra prima e com certeza vai se tornar um item de colecionador! 


Encontrado nas ruínas de: O Velhinho do RPG


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Estranha coincidencia não concordam?


Foi tudo uma grande armação, ele foi embora para Aman junto com os últimos elfos!

Encontrado nas ruínas de: Fail Wars

quarta-feira, 25 de março de 2015

Jogando Dungeons & Dragons com Estrelas Porno

Tem gente que tem dificuldade de aceitar que mulheres não apenas gostam, como são ótimas mestras / jogadoras de RPG. O que dirá, então, ter que aceitar o fato de que existe um grupo de jogo bastante peculiar nos EUA, mestrado por um e jogado por várias atrizes pornô?



Vou repetir, caso não tenha ficado claro. São atrizes de filmes de pornografia/sacanagem/putaria, sentadas ao redor de uma mesa, rolando dados de 20 lados para decidir os destinos de suas elfas, druidas, ladras e demais personagens que interpretam, numa história mestrada por um ator pornô / artista plástico chamado Zak Smith, que joga Dungeons & Dragons desde os OITO anos de idade e nos filmes de sexo em que atua, costuma usar o sobrenome artístico de “Sabbath”.

O grupo surgiu há cerca de sete anos – em grande parte por conta da namorada de Zak, Mandy Morbid, conhecida entre as Suicide Girls como Aria e outra cuja atividade principal está ligada ao mercado de FURUNFADA profissional (mas cujo único parceiro masculino em cena é o próprio Zak) e, desde o final de 2009, é retratado pelo blog sintomaticamente batizado de Playing D&D With Porn Stars. “A Mandy tem uma condição genética que faz com que, algumas vezes, seja difícil para ela sair de casa. Então, começamos a experimentar coisas que pudéssemos fazer em casa mesmo para nos divertir”.

Foto: Graeme Mitchell (Matter)

Mandy sofre da chamada síndrome de Ehlers-Danlos, causada por um defeito na síntese de colágeno que diminui a força física da pele, articulações, músculos, ligamentos... “Nós já jogávamos Warhammer 40k com a Satine Phoenix [também atriz pornô], que disse que sentia falta de jogar D&D e começamos a partir daí”. Detalhe: Satine é viciada desde o colegial. A nerd de cabelos coloridos que sentava no fundão da classe, basicamente. :)

Além de Zak, Mandy e Satine, o grupo reúne a atriz/diretora e fotógrafa pornô Kimberly Kane, a modelo de nu Vivid Vivka, o premiado astro pornô Tyler Knight, uma stripper chamada apenas de Connie e eventualmente a maquiadora de efeitos especiais Laney Chantal – casada com o guitarrista Twiggy Ramirez (da banda de Marilyn Manson) e que, algumas vezes, também já se meteu a jogar com eles — e nomes como Sasha Grey e Stoya. “No começo, tinha um monte de idiotas que diziam ‘ah, eu tenho certeza de que isso é falso’, mas depois de seis anos de game reports, fotos, vídeos e aquelas garotas falando umas com as outras sobre as sessões da noite anterior no Twitter, acho que é óbvio que se trata apenas do nosso jogo”.

Enquanto a partida rola, no apartamento que Zak e Mandy dividem com Connie, nada de sexo acontece – por mais que esta seja uma visão que inevitavelmente passa pela cabeça de qualquer um que acesse o endereço pela primeira vez. “Ao final do jogo, eventualmente pode rolar uma orgia. Mas nada disso é registrado porque é uma coisa nossa”, conta Zak, meio na brincadeira. “Nós não filmamos, teriam que nos pagar bem mais por isso”.

Zak revela que o blog que registra as sessões de jogo e ainda reúne as opiniões do ator/autor sobre o mercado de RPG surgiu depois, como uma forma de manter um espaço de relacionamento com a comunidade de jogadores/mestre de D&D interessados no formato DIY (do it yourself) – aqueles que, como o próprio Zak curte fazer, criam expansões do jogo por conta própria. “Esta comunidade é muito especial e tem sido muito receptiva – eles tratam Mandy (que interpreta uma mulher-cobra chamada Zsa Zsa) como uma jogadora e pronto. Especialmente as mulheres. Tem muita coisa legal sendo produzida e ficamos feliz em ser parte desta produção”.

Além de registrar, em Vornheim: The Complete City Kit, todo o cenário da cidade que serve de ambientação para o jogo que mestra para as garotas, Zak escreveu uma história completamente nova em A Red & Pleasant Land, descrita como uma mistura distorcida e blasfema de Drácula e Alice no País das Maravilhas (uma de suas principais referências). Além disso, sua apaixonada defesa de Dungeons & Dragons, em especial das edições antigas (como o complexo AD&D), lhe rendeu um convite para atuar como consultor no processo de desenvolvimento da quinta edição, com direito a menção nos créditos e tudo mais. “Foi muito legal. Sendo um grande fã da estranheza que é o AD&D, fiquei realmente surpreso com o quanto eu gostei do sistema desta 5a edição”.


No entanto, Smith está longe de ser um sujeitinho fácil de entrevistar...ou conviver. Briguento, mal-humorado e sem papas na língua, vive se metendo em confusão nos fóruns especializados dos quais participa. “Zak se apresenta como sendo um feminista a favor do sexo, mas passa a maior parte do seu tempo derrapando em conversas sobre sexismo, defendendo sexistas e atacando as feministas de verdade ao retratá-las como conservadoras que não gostam de sexo”, diz esse blog.

Embora admita que está longe de ser um doce de pessoa, ele se defende ao afirmar que muitas vezes as meninas que jogam com ele são consideradas “o tipo errado de feminista” justamente por trabalharem na indústria do entretenimento adulto e, como ganham dinheiro com sexo, em tese poderiam sofrer o tipo de preconceito ao qual outras mulheres não deveriam ser submetidas. “Eles me atacam porque ficam envergonhados de serem vistos atacando as mulheres do meu grupo e que compartilham do mesmo ponto de vista que eu – e sem serem obrigadas”, diz. “Estes conservadores têm medo de entrar em uma discussão sobre a sexualidade no mundo da arte com Mandy, por exemplo, porque eles sabem que uma atriz pornô de cabelo rosa e numa cadeira de rodas é mais inteligente do que eles, então existe esta coisa de que eu é que as manipulo e tudo é ideia minha”.

Foto: Graeme Mitchell (Matter)
 Zak diz ainda que parte das discordâncias se dá também pelas clássicas tretas entre os jogadores old-school, que preferem continuar utilizando versões antigas dos sistemas de jogos, e os que defendem que é preciso se atualizar e adotar a versão atual, deixando as outras de lado, como parte do passado. “As pessoas não deveriam ser julgadas pela versão do jogo que gostam de jogar, não é?”.

O fato é que, de um jeito ou de outro, Zak faz questão de deixar seu ponto de vista bem claro. Depois do sucesso de Playing D&D With Porn Stars, o grupo foi convidado pelo site de games The Escapist para criar uma série de vídeos registrando o cotidiano de suas sessões de jogo. O resultado foi a divertida I Hit It With My Axe, coleção de 36 vídeos que mostram um lado mais humano e nerd de rostos que os onanistas de plantão conhecem apenas das atuações nos destaques do Xvideos. Mas por que o I Hit It With My Axe não continuou, se perguntam alguns fãs? O segredo está na contratação de Brandon Morse.

Morse é um colunista especializado em games conhecido por sua postura ultraconservadora, posicionando-se diretamente contra Anita Sarkeesian, por exemplo. E também é o autor de um tweet que tirou Zak do sério: “Se você quer ser uma trans, siga em frente. Mas não force todo mundo a fingir junto com você”. Amigo declarado de transexuais como Sarah Horrocks, escritora de quadrinhos de horror, e Jennell Jaquays, game designer, o mestre do jogo das atrizes pornô achou que não faria sentido continuar produzindo conteúdo para o mesmo The Escapist que tivesse Morse em sua equipe. “Afinal, em nosso grupo, temos um judeu, seis negros, dois deficientes físicos [Mandy e a amiga Karolyn, que tem a mesma síndrome que ela e também se junta ao grupo de vez em quando] e um monte de mulheres bissexuais, não faria sentido ajudar a ganhar dinheiro uma empresa que dê dinheiro para uma pessoa racista, sexista, antissemita ou homofóbica”.

Talvez os vídeos voltem a ser publicados em algum outro site. “Ou talvez não”. Todavia, em seu comunicado oficial, afirma que o The Escapist tinha interesse em dar-lhes “um monte de dinheiro” para repensarem a decisão, mas o grupo negou. “Nem mesmo a quantidade de novos jogadores que pudessem ser atraídos para este hobby compensaria o dano que o Escapist faz ao dizer às pessoas que você pode ser abertamente transfóbico e ainda ser pago para falar sobre suas ideias idiotas”.

Encontrado nas ruínas de: Judão


sábado, 21 de março de 2015

Problemas para criar a historia do personagem?

Em todo grupo de RPG, sempre tem aquele cara que tem dificuldades na criação do background do seu personagem. As vezes não passa de preguiça um bloqueio, porque com o questionamento certo, a historia vai sendo criada. Então para você chegar a mesa com seu background já pronto e não ter que ouvir do seu mestre aquela expressão de "Como assim você tem amnésia de novo?", responda as perguntas abaixo e crie seu background épico! 

1- Família
Qual a sua relação com seus familiares?

Quantos familiares o personagem possui e qual sua relação com eles. A criação de uma família traz identidade ao personagem, ele não é apenas um soldado perdido pelo mundo. Tem um passado, pessoas que se preocupam com ele, que podem ajuda-lo quando precisa. O mestre pode utilizar os
familiares para dar mais veracidade e emoção a aventura.

2 - Aliados
Quem são seus aliados?

Além dos familiares, os personagens fazem aliados e amigos durante sua vida. Os aliados também podem ajuda-los nas missões e podem solicitar a ajudas dos jogadores. É importante descrever como eles se tornaram amigos ou aliados, abrindo mais histórias a serem exploradas durante o jogo.

3 - Inimigos
Você tem inimigos e como eles se tornaram seus inimigos?

Todo jogo tem os rivais, inimigos e arqui-inimigo. Os personagens podem conseguir inimigos durante as aventuras ou antes delas. Alguns inimigos podem ser: disputas dos antigos anos de estudo, famílias rivais, familiares inimigos ou até mesmo brigas entre antigos amigos... Esses inimigos também ajudam a dar mais veracidade aos personagens pois possuem um motivo para persegui-los.

4 - Origem
Qual sua cidade natal?

O nome da cidade natal do personagem e alguma informação que o jogador possa achar interessante, como uma descrição da cidade.

5 - Infância
Como foi a sua infância?

Como foram os primeiros anos da vida do personagem, quais as atividades que fazia, teve problemas... Aqui o jogador pode descrever alguma história ou fato importante para o jogo, como algum trauma que ele tenha sofrido, ou algum evento que aconteceu com sua família. Mas não escreva toda historia do personagem, apenas os fatos mais marcantes.

6 - Religião
Qual a sua religião?

Em alguns cenários a Religião do personagem pode influenciar na campanha, já em outros ela não será importante. Mas é bom descrever a relação do personagem com as religiões: ele frequenta a igreja, segue os dogmas... O jogador pode falar sobre as religiões que o personagem não gosta.

7 - Profissão
Porque escolheu a sua profissão?

Em algum momento o personagem teve que decidir qual caminho seguiria. Em alguns casos ele decide que não seguira nenhum caminho... A profissão reflete a ocupação ou classe do personagem. Cada um pode ter um motivo diferente para escolhe-la. Esse motivo pode estar ligado a alguma outra informação do background, como ser um Guerreiro, porque passou a vida como escudeiro, ou um ladrão que teve de sobreviver após fugir de casa. Caso o personagem não tenha uma profissão ou classe, falar sobre sua ocupação, o que ele faz durante os dias.

8 - Hobbies
Quais seus Hobbies?

Nem mesmo os jogadores mais workacholics ficam 100% do tempo trabalhando (matando dragões, roubando carros, mordendo Tremeres...). As atividades que os personagens fazem no tempo livre são os hobbies, atividades que não ocupam todo tempo deles. Podem ser: atividades esportivas, estudos,
treinamento, montagem de miniaturas, beber... Os Hobbies são importantes para criar uma personalidade aos personagens, mas eles não devem ficar presos a elas, mudando de interesse.

9 - Hábitos/Manias
Você tem algum hábito?

Acordar cedo, não tomar banho, andar sempre arrumado... São hábitos. Todos os personagens têm hábitos, mas só os mais importantes precisam ser registrados. Os hábitos importantes são aqueles que podem interferir na aventura ou com as pessoas que participam dela (como rezar todos os dias pela manhã ou nunca limpar as roupas depois do combate).

10 - Físico
Descreve como o personagem é fisicamente e como se veste.

A aparência física é importante durante o jogo, pois afeta a maneira como reagem às suas ações. O personagem deve descrever: seus olhos, cabelos, corpo e todas as características (como cicatrizes, marcas...). Além da física, as roupas do personagem mudam a reação. Chapéu, elmo, armadura,
roupa, anéis... Apontar os vestimentas auxilia na sua caracterização.

11 - Equipamentos
Algum equipamento é importante para você?

Os equipamentos podem ser muito mais que simples pedaços de metal. Alguns itens podem ter histórias, lendas, fama... As historias podem interagir com o background do personagem. Equipamentos familiares são muito indicados para aventuras, itens que estão na mesma família a várias gerações ou itens misteriosos. Poder não é igual à importância, cuidado para não confundir poder e background.

12 - Riqueza
Como você conseguiu sua riqueza?

Os personagens já começam com dinheiro na maioria dos jogos, é importante informar como eles conseguiram esse dinheiro: trabalhando, família, roubando... Outro aspecto é a importância que o personagem tem pela riqueza. Ele gosta de riquezas, possui roupas caras... A ganância, ou não, interfere na relação entre os personagens e nas aventuras.

13 - Poder/Ambição
Você deseja poder e qual tipo de poder?

Cada jogador terá a sua definição de poder. Alguns pretendem ser melhores soldados, outros querem ter muitas magias... O jogador precisa descrever o que entende por poder. E mais importante, até onde ele irá para conseguir poder.

14 - Valor
Quais seus valores?

Valores ajudam a criar a personalidade do personagem. Os Valores podem ser: Defender os fracos, ajudar os pobres, nunca se render... O jogador não precisa ter valores, mas seu personagem fica mais frágil, sem personalidade.

15 - Futuro
O que você quer? Onde pretende estar em 10 anos?

Qual o objetivo do personagem, o que ele pretende das aventuras? Qual o objetivo de vida: tornar-se Rei, tornar-se o maior mago do mundo, ser um Vampiro de 3a geração, ser feliz... Esses objetivos podem mudar durante a aventura, como acontece normalmente e, em alguns casos, o personagem pode não ter um objetivo, seguindo apenas seus amigos, vivendo cada dia.



As perguntas ajudam a criar o background ou um roteiro para sua criação. Os jogadores podem escrever um texto com seu background, usando as perguntas como um guia, mas lembrando que o background é um resumo da história do personagem, não um diário de suas ações.

Galera quem gostou da postagem e for fazer, coloca sua historia ai em baixo pra deixar alguns exemplos pros novatos!

Obrigado e até a próxima! 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Luneta de Ouro

Assim que a Nau de Guerra zarpou de Trivalia, Bernard começou a investigar o que teria saído da carroça, e depois de falar com muitos marinheiros obteve uma resposta. Fazia três dias que eles haviam zarpado e Bernard foi ver como estava o seu cachorro, que ele havia batizado de Dobberman. Entrou na ponte e desceu até o local onde armazenavam as cargas, lá dentro notou a presença de outro homem, que logo reconheceu como sendo o Sr.Minitop.

Minotop o viu se aproximar e perguntou: - O que você quer aqui em baixo seu idiota?
Bernard apontou para o cachorro que estava preso em uma jaula e disse: - Queria ver se meu cão estava bem. - Bernard notou que havia outra jaula ao lado, com outro cachorro muito pequeno, uma raça que Bernard jamais havia visto perto de Dobermann aquela coisinha parecia uma formiga. Por curiosidade Bernard perguntou: - O que é isso?
- Isso é um cachorro, é o que dizem, mas pelo trabalho que tem me dado, acredito que possa ser uma criação do demônio Ifrit. -  Minotop fez uma careta e continuou: - Ele é um presente para o Governador de Massau, vocês fizeram a proteção da carroça certo?
- Sim. - Respondeu Bernard já entendendo o que se passava.
- Então, ele era o que precisava de proteção. - Minotop soltou uma gargalhada e continuou: - Aposto que os ladrões nem sabiam o que era a carga.
- Não acredito que tantos homens morreram por causa desta criaturinha. - Bernard olhou com desgosto para o pequeno animal.
- Morreram pela marinha, não culpe o animal. Você acha que não vai morrer mais gente nesta expedição? Dizem que vamos ter um item que será capaz de nos deixar a frente dos piratas no domínio do mar. - Minotop pega um pedaço de carne e joga para Dobermann. - Mas não duvido que possa ser alguma outra idiotice dos governantes.
Bernard vira as costas e começa a sair, mas antes diz para Minotop: - Obrigado senhor, obrigado por me abrir os olhos.
Não tem de que marujo. - Responde Minotop.

Duas longas semanas se passaram desde que a Nau de Guerra havia zarpado de Trivalia, Bernard e o pensamento da morte de Jhon por causa de um capricho do governador o fez nutrir uma raiva pelo governante, pela marinha e pela sociedade aristocrática no geral. Os piratas estariam tão errados assim em roubar daqueles malditos homens de peruca? Enquanto estava perdido em seus pensamentos e rodando a lamina (que fora encontrada em seu corpo quando criança) entre os dedos matando seu tempo antes de dormir, pois seu turno havia acabado Bernard escutou três homens conversando e prestou atenção em algo que achava ter escutado a palavra tesouro. Se tinha algo que Bernard gostava mais do que ruivas, cerveja e seu cachimbo era dinheiro para ter ruivas, cerveja e tabaco para seu cachimbo.

- É sério encontrei essa pintura no quarto do Almirante enquanto eu limpava o lugar, estava dentro de um baú trancado, o homem esta muito doente, não vai sobreviver, logo poderemos ficar com isso. Cochichava um dos homens com mais dois, os ruídos que produziam eram quase inaudíveis, se não fosse pelos ouvidos treinados de Bernard. Que colocou as mãos nas pistolas que sempre carregava e se moveu na direção do grupo
- Boa noite senhores! - Sacou as pistolas e apontou para os dois que estava nas laterais e continuou: - Do que estavam falando? - Sorriu.
- Nada não senhor, eu juro. - Disse o homem que estava com a pintura.
Bernard guardou uma de suas pistolas e sacou rapidamente a sua adaga e a colocou na garganta do homem enquanto empurrava seu corpo em direção ao mar, fazendo seu apoio ser apenas a amurada. O homem da esquerda ameaçou correr, porem Bernard apontou sua pistola para o mesmo e disse: - Se correrem ou gritarem eu mato um por um e alego traição, agora me mostra essa pintura.
- Tudo bem, mas tira essa faca da minha garganta. - Disse o homem em tom baixo, mas com o desespero visível em seu rosto.
Bernard guardou sua adaga, mas continuou com a mão nas pistolas.
O homem mostrou para Bernard a pintara. Era um tecido onde estava pintada uma luneta em um tom amarelo brilhante, provavelmente ouro.
- O que esta acontecendo ai? - Alguém pergunta do outro lado do convés.
Bernard larga o homem da pintura e diz sussurrando: - Vejo você em dez minutos lá com as cargas, se você não estiver lá, vou imediatamente falar com o capitão sobre sua descoberta, entendido? - Falou entre dentes e virou-se em direção a voz que tinha ouvido.

O Mandrião Bob estava olhando desconfiado para Bernard, estava escuro no convés e é bem provável que Bob não tenha conseguido enxergar que Bernard havia ameaçado os companheiros, ao se aproximar Bob fala:
- O que esta fazendo aqui fora ainda, seu turno já acabou. - Fala em um tom de autoridade
- O que já acabou? - Bernard finge não entender. - Malditos garotos, vivem me enganando, me falaram que teria que fazer turno dobrado esta noite. - Faz uma cara de desgosto.
- Seu velho idiota, só eu que posso alterar turnos, agora vá para o dormitório, antes que eu coloque você a trabalhar de verdade.
- Ok senhor me desculpe. - Diz Bernard enquanto se dirige até os dormitórios.

Bernard procura por Charles entre os que estão dormindo e o encontra babando em sua rede. Bernard cutuca o homem sem muito efeito, então da um tapa na cara de Charles que se levanta em um pulo falando:
- Estou pronto senhor! - Olha com os olhos semicerrados para Bernard que esta contendo o riso e pergunta: - Bernard, porque você fez isso? - Fala enquanto coloca a mão no rosto.
- Pra acordar você, preciso de ajuda em uma coisa. - Fala Bernard olhando para os lados.
- Não enlouqueça homem, meu turno começa daqui a pouco, deixe-me dormir mais um pouco. - E deitou-se na rede.
Bernard agachou-se a seu lado e disse: - Envolve dinheiro, muito dinheiro.
Charles olhou com uma expressão de espanto e disse: - Olha sei que você é um aventureiro, mas eu sou só um velho, deixe-me dormir, quero cumprir com minhas obrigações para não acabar Jhon, porque o fim dele se deu por ser aventureiro.
Bernard serrou os punhos com força, travou os dentes e disse: - Ele morreu por seguir as ordens, coisa que você não fez seu covarde.
Charles fechou os olhos e disse: - Mais vale um covarde vivo do que um aventureiro morto.
Bernard levantou-se chutou a rede de Charles que caiu feito um saco de batatas no chão e saiu dos dormitórios enquanto escutava os gemidos de dor de Charles, ele sobreviveria.

Chegando ao compartimento de carga, Bernard notou que só um dos homens estava lá, podia ser uma armadilha então já colocou suas mãos nas pistolas, pronto para saca-las a qualquer movimento estranho.
O homem suava frio e Bernard notou isso. Chegou perto do homem e falou: - E então me explique a historia toda.
O homem engoliu em seco e foi logo dizendo: - Bom eu estava limpando o quarto do almirante e encontrei uma urna chaveada. Pude notar que a chave estava na cabeceira da cama, pendurada por uma argola, ele estava dormindo na cama desde que eu entrara pelo que havia me falado ele estava doente, então não era para incomoda-lo. Esgueirei-me, pé por pé e peguei a chave com todo cuidado. Sucesso até então. - O homem fez uma pausa, respirou fundo e continuou: - Então abri a urna e encontrei essa pintura. - E a entregou a Bernard. - Os homens disseram no navio que estávamos procurando um artefato magico, que essa é a expedição, então imagino que seja isso que esta pintado.
Bernard riu e disse: - Magico, você acredita em magia seu idiota, a magia é restrita aos deuses, você sabe disso. - E entregou o tecido novamente ao homem.
O homem pegou a pintura e disse: - Pode até ser, mas se a luneta for realmente de ouro, deve valer muito dinheiro.
- Pode até ser, mas toque fora essa pintura, isso pode denunciar seus planos, vou pensar em uma forma de conseguirmos ficar com a luneta, enquanto isso não podemos ser... - Um barulho vindo de cima. - Bernard puxou a pistola e colocou na garganta do homem e perguntou: - Você armou pra mim seu idiota, quem esta descendo?
O homem tentando falar o mais calmo possível apenas respondeu: - Não, não eu juro, não chamei mais ninguém.
Bernard removeu a pistola, apagou o lampião que estava acesso e falou baixo: - Não mova um músculo.

sábado, 31 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Preparativos


Bernard e Charles pegaram no corpo de Jhon as  3 moedas que o menino havia recebido no ato do alistamento pouco antes do corpo ser queimado. Charles ainda envergonhado por ter fugido não disse nada e Bernard apenas afirmou para deixar claro sua ação: - Vamos levar isso para a mãe de Jhon. - Fechou a cara novamente e virou as costas para preparar as coisas para partir.

O caminho de volta foi tranquilo, o silencio quase absoluto pairava o local e as únicas vozes ouvidas eram as ordens dos Sargentos que gritavam mandando os homens acelerarem o passo. O rosto dos soldados mostrava uma clara tristeza. Bernard sabia que aquilo significaria muitas deserções e pensou seriamente em desertar também, porem já havia vendido sua casa e não aguentaria viver mais tempo naquele local.

Quando chegaram a Trivalia o sol estava a pico e Bernard apesar de cansado e com fome não perdeu tempo e foi direto até Thurco. Enquanto aproximava-se da barraca notou uma mulher na casa dos 30 anos olhando as pessoas chegarem e achou ela estranhamente semelhante. Parou sua caminhada quando entendeu finalmente a semelhança e começou a dirigir-se até a mulher.

Ela olhou para ele desconfiada quando ele aproximou-se e disse: - Você viu meu filho Jhon, quero matar aquele peste, ele tem quase a sua altura e nenhuma barba no rosto, imagina meu pequeno Jhon sendo um marinheiro. - Soltou uma gargalhada. - Logo ele que não tem nada na cabeça e... - Foi quando ela notou a tristeza no rosto de Bernard. - O que foi aconteceu algo moço? - Perguntou agora séria.
Bernard respirou fundo e disse com cuidado para não parecer um iceberg: - Meus pêsames senhora, infelizmente seu filho foi... - Bernard parou quando a mulher já fazia sinal para começar a chorar, porem alguém tinha que falar, então reuniu forças e continuou. - Seu filho foi morto em batalha, eu sinto muito.
A mulher começou a chorar enquanto batia no peito de Bernard e gritava: - Vocês o mataram seus monstros! Primeiro meu pai! Depois meu marido! Agora meu filho! Seus Moooonstrooos! - E caiu de joelhos a chorar.
Pouco tempo depois um garoto correu até o local e falou: - Mamãe o que aconteceu? - Mas a mulher nada respondeu.
Bernard aproveitou a situação, puxou o menino pelo braço, lhe entregou as 3 moedas e disse: - Olhe garoto, você precisa ser forte, tem que cuidar da sua mãe e protegê-la, entendeu? - E olhou para o menino com cara séria, que sem entender direito fez que sim com a cabeça. - Essas moedas são pra vocês, agora leve sua mãe daqui. - Deu dois tapinhas nas costas do menino e continuou sem caminho até a barraca de Thurco após um suspiro longo.

Thurco o viu aproximar-se enquanto abria sua barraca e logo disse: - Olha meu amigo, infelizmente um dos cachorros morreu na viagem, pode ser apenas um? - Provavelmente ainda sem intender o interesse nos animais.
Bernard ainda pensando na estória da pobre mulher responde apenas com um: - Sem problema. - E força um sorriso.
Thurco entra na barraca, pega um saquinho, o pesa na frente de Bernard e entrega-lhe junto a uma corda no qual a outra posta esta amarrado um Dogue Alemão de mais ou menos 80 centímetros de altura.
Bernard olha para o cachorro com os olhos arregalados e diz: - Eu pedi um cachorro e não um cavalo.
Thurco da uma risada e diz: Mais alguma coisa pra você meu amigo?
Bernard puxa uma folha do bolso e entrega para Thurco e diz: Preciso dos itens desta lista para a minha viagem.
Thurco pega a lista, retira de um bolso do seu casaco um monóculo e começa a ler: - Bussola, Pederneira Isqueiro, Mapa de Elys... - Thurco da uma risada e continua. - Mapa de Elysia, onde acha que vou conseguir isso? O máximo que posso conseguir é o mapa do 5º circulo. - Bernard olha para baixo e faz sinal de sim com a cabeça e Thurco continua: - Cantil, Saco, Saco de Dormir, Mochila Grande, Saco de Pólvora Negra, Saco de Balas, Luneta e 20 metros de corda de seda.
Bernard sorri e diz: - Suponho que você tenha todos os itens, com exceção do Mapa de Elysia correto?
Thurco sorri e diz: - Sim, vão te custar vinte peças de prata e aquele cachorro que eu estava te devendo.
Bernard perde o sorriso larga o saco de moedas na bancada e puxa de seu alforje as 3 do pagamento da marinha e diz: - Espero que os itens estejam em boas condições.
Thurco solta uma gargalhada e diz: - Na barraca do Grande Osmar Thurco só do bom e do melhor!

Depois de pegar todos os itens, Bernard segue com seu cachorro até o navio que já começava a abarrotar de gente, na sua vez de entrar pergunta a um marinheiro que estava no local: - Sabe me dizer onde posso largar o meu cão? É um cão de caça pode ser útil na expedição.
O marinheiro olha com uma cara estranha para o cachorro e diz: - Fala com o Minotop ele é o responsável pelo porão. - E apontou para um homem velho que estava escorado na porta comendo uma maçã.

Bernard aproximou-se do senhor e disse: Sr. Minotop é isso?
O homem fez um grunhido e fez com que sim com a cabeça.
Bernard entregou a corda do cachorro e junto com a mesma uma moeda de prata para o homem e disse com um sorriso nos lábios: - O senhor pode guardar meu cão em um local seguro?
O velho sorriu e disse: - Claro que sim marinheiro, afinal é pra isso que eu sirvo, pegou a corda do cão e o conduziu para dentro da cabine.

Bernard virou e caminhou em direção ao parapeito, olhou em direção ao mar e notou que Charles estava se aproximando.
Charles sorriu brevemente e disse: - Então vamos ser marinheiros, é parece que vai ser divertido.
Bernard manteve a vista para a cidade que passou os últimos cinco anos e responde: - É parece que vai ser divertido sim.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dama, Governador ou Cachorro?


Depois de cinco horas de caminhada quase sem pausas Bernard e o resto do seu destacamento chegam ao destino, uma carroça de conteúdo desconhecido pelos homens.

- Charles não acredito que toda essa merda de correria foi por causa de uma carroça, o que eles carregam ai dentro? Ouro? -  Pergunta Jhon para Charles. 
Charles olha  pra Jhon, cutuca Bernard e diz: - Pobre garoto achou que ia fazer o que? Encontrar ladrões matar alguns e virar general? - Fala soltando uma gargalhada. 
Bernard com todo o mau humor de cinco horas andando com botas apertadas responde apenas: - Almirante, você quis dizer! Não existe General na marinha. - Responde e dá uma cuspida no chão lamacento.
- A você me entendeu! - Retruca Charles. 

Charles era um senhor de idade já, estava na casa dos 40 anos, seus motivos para entrar na expedição segundo o mesmo eram: - Morrer com um pouco mais de dignidade e deixar algum dinheiro para os filhos. Já Jhon era um garoto na casa dos 17 anos que mentiu sua idade para poder se alistar, seus motivos reais eram desconhecidos, mas ele garantia que queria deitar-se com todas as mulheres possíveis até sua morte. Bernard resolveu se aproximar dos dois por puro interesse, sabia que se ter amigos na tripulação poderia ser útil, afinal em uma situação de batalha os amigos são os primeiros a serem protegidos. 

- Pessoal vamos montar acampamento aqui, portanto quem não for ficar na guarda, descansem bem, pois antes do sol nascer iremos retornar, e com mais velocidade dessa vez seus molengas! - Urrava o Tenente Thomas Carvalhal.

O grupo fez uma fogueira, um grupo de cinco homens foi incumbido de sair para caçar enquanto o resto montava as barracas em volta da grande fogueira. A carroça ficava no meio do acampamento e era protegida por dois sargentos e cinco soldados que já estavam na marinha antes da chegada até Trivalia.

Durante a noite os homens enquanto comiam começaram a apostar em o que estaria dentro daquela carroça, alguns diziam ser a filha do governador, outros que seria o próprio governador e alguns juravam ter escutado latidos dentro da carroça enquanto montavam o acampamento. Logo depois de comer Bernard, Jhon, Charles, Bartolomeu e Michael ficaram incumbidos de vigiar o lado esquerdo do acampamento pelas próximas 2 horas, depois poderiam dormir que outro grupo pegaria seu lugar.

Michael por ironia do destino era o nome do troglodita que barrou a passagem de Bernard no dia das inscrições e o mesmo não olhava com bons olhos para Bernard e Bartolomeu era o loiro com cara de pirata que tinha avisado mais cedo que o Capitão Jhon Sates estava reunindo os homens. 

A primeira hora foi tranquila, porem enquanto Bernard, Jhon e Charles riam incontrolavelmente de uma piada contada por Charles, Bartolomeu aproxima-se do grupo e diz:
- Escutei algo na floresta, acho melhor avisar alguém e... - Foi quando Michael interrompeu.
- Que chamar alguém o que, ta com medo é franguinha? - Mal conseguiu terminar a frase e caiu de joelhos com sangue saindo da sua boca. 
Uma saraivada de flechas na direção do grupo que por sorte não atingiu ninguém além de Michael, talvez por estar em pé de costas para a floresta.  

Charles gritou assim que entendeu o que estava acontecendo: - Estamos sendo atacados! - E correu para procurar abrigo. 
Bernard atirou com seu mosquete na direção das arvores, tivera a impressão que as flechas foram disparadas de cima e afinal seria o que ele teria feito, pois teria a cobertura das folhas para esconder-se. Um corpo caiu. 
Bartolomeu escondeu-se atrás de um troco o qual estavam sentados e atirou na mesma direção derrubando mais um dos atacantes. 
Jhon em pânico deitou-se no chão e ficou gritando: - Que Kinph me ajude! Que Kinph me ajude!

Umas sete flechas perfuraram o tronco o qual Bartolomeu e Bernard estavam recarregando seus mosquetes e foi quando um grupo de uns 30 soldados avançou em direção a floresta, Bernard começou a berrar:
- Não avancem seus idiotas, estão fazendo exatamente o que eles querem. - E como resposta só foi possível escutar uma explosão e urros de dor vindo da direção e depois muitos passos na direção do acampamento. 

Os mosquetes estavam prontos, Bartolomeu e Bernard olharam para a confusão, vários marinheiros voltavam correndo, alguns sem braços, outros sem pernas, alguns se arrastando e outros sendo arrastados, todos foram abatidos por flechas que vinham das arvores. Mais dois tiros e novamente mais dois corpos. Neste momento mais um destacamento de soldados se aproximou dos dois atiradores, porem estes pararam com seus mosquetes prontos, apontaram para a direção da floresta e abriram fogo. Mais um grupo de inimigos abatidos, porem agora cascos de cavalos podiam ser ouvidos. 

Quinze cavaleiros irromperam da floresta enquanto o destacamento ainda carregava seus mosquetes, Bartolomeu e Bernard já estavam prontos para o próximo tiro. Bernard gritou:
- Atira nos cavalos da frente vamos tentar derrubar os outros com a queda dos abatidos! - E abriu fogo. 

Os dois cavaleiros que vinham na frente caíram derrubando mais quatro que vinham atrás e na confusão como um estalo em sua cabeça, Bernard se lembrou de Jhon na frente do tronco ele seria pisoteado. Bernard em um estalo levantou-se e agarrou os ombros de Jhon e puxou com força, neste momento sentiu que algo fez força contraria, ao olhar notou o que teria feito força, os cascos do cavalo de um atacante em cima da perna esquerda de Jhon, e por puro reflexo Bernard esquivou-se da espada que zuniu em direção a sua cabeça na passada do cavaleiro. Bernard correu até uma barraca e largou Jhon inconsciente lá, sacou seu sabre e ficou defendendo o local. 

Cinco baixas depois e um talho no braço esquerdo e a batalha estava acabada, a Marinha havia ganhado, os gritos dos feridos podiam ser ouvidos a quilômetros. Charles aproximou-se de Bernard que entrava na barraca onde estava Jhon enquanto gritava:
- Chame um médico aqui, urgente! - Porem Bernard sabia que já era  tarde de mais, a perna estava dilacerada, o sangramento seria imparável.  
Jhon estava acordado e respirando com dificuldades e murmurava algo. Bernard aproximou se para ouvir o que o garoto falava: 
- Não acredito que vou morrer virgem por causa de um cachorro. Se for um cachorro eu quero mais é que aquele navio queime!
Bernard com tristeza no coração soltou um sorriso forçado e disse: Não se preocupe amigo, você vai comer muita mulher nos salões de Orenon, afinal de contas, você é um marinheiro! - Disse e apertou a mão já sem vida do amigo. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Uma viajem inesperada


Depois de arrumar suas coisas ou pelo menos as que mais importavam, Bernard saiu do local onde passou a maior parte dos últimos 5 anos e olhou em direção ao mar, o lugar onde passaria o resto de sua vida se Montevat assim permitisse. Depois de 15 minutos escorado na porta olhando em direção ao mar para ver o mais magnifico espetáculo do mundo, A tocha magnifica que Kinph "O Primordial" presentou a humanidade sendo ascendida nos limites do Oceano Desconhecido e depois do Fim do Mundo pelo portador da mesma, o Gigante Mimith, que neste momento acorda do seu sono e ascende a Sol.

- Um grande espetáculo para um grande dia. - Disse para si mesmo Bernard, antes de entrar em casa tomar o resto de sua cerveja, guardar seu caneco da sorte na mochila e trancar a porta de sua modesta residência.

Depois de uma caminhada de uma hora até o centro de Trivalia Bernard já começa a avistar o mercado, abarrotado de gente como de costume, mas a barraca que interessava era a pior, a mais movimentada, afinal de contas era do Grande Osmar Thurco o homem mais rico de Trivalia.

Bernard esperou pacientemente na fila até que chegasse sua vez, sabia que não queria chegar até Thurco com uma má impressão, negócios necessitam de imagem. Quando chegou sua vez, Bernard foi direto ao assunto:
- Bom dia, Sr. Thurco, tenho uma proposta irrecusável para o senhor! - Dizia tentando conter o nervosismo, afinal sabia que o homem era o melhor negociante da cidade. 
Thurco empurrava para dentro de sua tenda uma caixa de especiarias que a pouco havia comprado, vira-se para Bernard e com um sorriso responde: - Bom dia, pescador, não vá me dizer que pescou uma sereia. - Respondeu com uma risada. 
- Muito melhor que isso, tenho uma propriedade à venda e não vejo ninguém melhor para compra-la do que o senhor. 
Thurco olha com uma cara de não muito interesse e diz: - Aquele seu casebre no mar, o que diabos eu faria com aquilo? 
- Bom, até onde eu sei o senhor é o melhor negociante de Trivalia, aposto que vai conseguir vender por um preço razoável, afinal de contas quero apenas 20 moedas de prata senhor. - No mesmo momento que Bernard da seu preço, Thurco arregala os olhos e vai reclamar, então Bernard usa de uma famosa técnica de barganha, chocar! -E dois cachorros é claro, não posso esquecer-me, e nem me venha com vira-latas, quero cães de raça! - Diz batendo com o punho na mesa. 
Thurco faz uma cara de interrogação e diz: - Posso pagar no máximo 17 moedas e os cachorros só para amanhã, estão vindo em um carregamento da cidade de Palomene.
- Tudo bem então, negócio fechado, mas não me venha com cães pequenos, quero um cão de caça! - Diz Bernard enquanto aperta a mão de um Thurco com cara de estranheza e logo depois vai em direção à taberna. 

Bernard chega até a Taberna Lobo do Mar e vê que um pequeno grupo se reúne próximo a mesma. Enquanto olha desconfiado para o grupo, é tocado no ombro por um homem loiro e com uma tremenda cara de Pirata, um desconhecido, Trivalia não era uma cidade grande e com certeza um Loiro não passaria despercebido pelos olhos analíticos de Bernard.
- O Capitão esta chamando todos que se inscreveram ontem para passar um comunicado. - Disse e logo depois aponta para a pilha cada vez mais crescente de homens ao lado da Taberna. 
- Obrigado. - Diz Bernard para o estranho, com um sorriso rápido.

Chegando ao local, o Capitão Jhon Sates esta passando algumas informações e pergunta ao grupo:
- Vocês sabem me dizer se o caminho de Junops até aqui é tranquilo? - Fala enquanto olha pra multidão, sempre com um ar de superioridade no rosto. 
Bernard levanta a mão e diz: - Bom, existe alguns grupos de bandidos que atacam pela rota principal senhor, acho que seria interessante fazer uma rota alternativa, se for o caso de trazer algo de lá ou enviar. 
O Capitão com uma risadinha responde: - Ou posso mandar vocês fazerem a escolta, é uma boa para já irem pegando os costumes. - Assim que termina a frase, o mesmo fica sério e continua. - Preparem-se para sair na primeira hora da tarde, passem com o Tenente Thomas para pegar seu fardamento, comam alguma coisa, despeçam-se de quem vocês amam e estejam prontos! - Disse antes de virar as costas e sair em direção à taberna.

Bernard olha para um colega ao seu lado e diz: - É e lá se vai a "Grande Aventura"!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A Aventura Começa


 Bernard chega ao centro de Trivalia vende seu pescado do dia, e escuta alguns comentários no centro da cidade.

- Você viu que a marinha esta recolhendo voluntários para servir? Dizem que estão pagando 3 peças de prata na hora da inscrição. Se não tivesse essa maldita hérnia nas costas e três filhas eu com certeza ia! - Dizia um senhor de uns 45 anos para outro de mesma idade aparente.

 Chegando à Taberna Lobo do Mar notou uma fila de uns 40 homens, que pelos seus cálculos, levaria umas 5 horas para chegar dentro da taberna. Como esperar não era seu forte, Bernard caminha em direção à porta da taberna e tenta entrar, porem é barrado por um brutamontes que estava esperando na porta!
- Ei, o que você pensa que ta fazendo? - Diz o homem cuspindo enquanto fala.
- Só vou beber isso é fila pra beber? - Bernard estava desarmado, poderia acabar com o homem, mas se ele tivesse amigos, desarmado não iria conseguir conte-los.
- Fim da fila! - Disse o troglodita.

 Bernard deu as costas ao brutamontes, contornou a  taberna e encontrou uma janela aberta e a pulou. Notando o olhar de espanto das pessoas a sua volta, foi até o balcão e pediu uma caneca de cerveja depois de tomar meio caneco, foi até o homem que estava pegando assinaturas e perguntou:
- Desculpe interromper, mas... - Fez uma pausa enquanto fazia um gesto com a cabeça em direção a fila. - O que é essa fila?

 O homem com cara de desdém olha para Bernard de cima a baixo, nota suas roupas de pescador e com certeza não pode deixar de sentir o fedor horrível de peixe, mas, com uma cara feia ele responde:
- Estamos recrutando voluntários para servir a Marinha de Maiuma, em uma expedição patrocinada. Pagamos no ato da inscrição 3 peças de prata para todo corajoso homem que juntar-se a nós. - Disse o homem com um sorriso falso de deboche!
- Huum, muito interessante. - Disse Bernard dando mais uma golada em sua cerveja. - Posso assinar agora, é que tenho alguns compromissos a fazer, e voltar outra hora vai ser bem impossível. - Não custava arriscar, além de passar na frente do brutamontes que neste momento estava a 3 lugares de sua vez olhando com uma cara de raiva, Bernard poderia começar a prepara sua viajem com alguma antecedência.

O homem, pelo que Bernard pode entender por suas divisas na farda era Capitão, olhou para o outro homem mais velho que estava em pé e pelas divisas parecia ser Almirante. Este responde apenas com um longo suspiro, fez sinal de sim com a cabeça e falou:
 - Deixe-o assinar, e depois o próximo da lista, o resto pode ir embora, continuamos amanhã pela manhã!
 - Senhor quando partimos? - Disse Bernard olhando para o Almirante e falando com uma entonação na ultima palavra para tentar mostrar entusiasmo.
- Em três dias marinheiro. - Disse o Capitão com uma visível indignação. Mas esteja aqui amanhã pela manhã para pegar o uniforme.

Os homens ainda se dispersavam e enquanto resmungavam Bernard assinava o papel, pegava suas 3 moedas dava uma ultima golada em sua cerveja e saia pelo mesmo lugar que entrará.